Vantagens de usar medicamentos importados em tratamentos específicos

Blisters de medicamentos com comprimidos e cápsulas em cima de mesa, representando medicamentos importados

No Brasil, o uso de medicamentos importados ganhou maior relevância diante das dificuldades no acesso a terapias inovadoras e ao tratamento de condições complexas, como doenças raras e patologias que demandam terapias ainda não disponíveis no mercado nacional.

Segundos dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, disponíveis na CEIC Data, em 2024, o país registrou mais de US$ 6,3 bilhões em importações de medicamentos, valor que reflete a crescente demanda por produtos farmacêuticos estrangeiros, apesar do Brasil ser um dos dez maiores mercados farmacêuticos do mundo.

Especialistas apontam que essa dinâmica está ligada não apenas à dependência de insumos, mas também ao fato de que muitas novas moléculas lançadas globalmente ainda não chegam ao mercado brasileiro, limitando as opções disponíveis para médicos e pacientes.

O que são medicamentos importados?

Os medicamentos importados são aqueles adquiridos fora do país de residência do paciente, geralmente em situações em que o produto não está registrado ou disponível localmente. No Brasil, a importação para uso pessoal é permitida por meio de normas específicas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), desde que a substância conste na sua lista de medicamentos permitidos e não haja terapia similar registrada no país.

Esses medicamentos podem incluir drogas inovadoras, muitas vezes desenvolvidas e aprovadas por agências internacionais, como a FDA (Estados Unidos) ou a EMA (União Europeia), mas que ainda não passaram pelo processo de análise completa no Brasil.

Acesso a terapias inovadoras

Uma das principais vantagens da importação de medicamentos é o acesso antecipado a terapias inovadoras. Isso é relevante principalmente para pacientes com doenças ainda pouco estudadas ou para condições crônicas que demandam medicamentos de última geração.

Quando tratamentos convencionais não são eficazes ou não existem, a importação pode representar uma alternativa ou até mesmo uma necessidade. Isso é comum quando se trata de doenças raras, já que a produção em larga escala é economicamente pouco viável porque os laboratórios precisam desenvolver medicamentos para um grupo reduzido de pacientes.

Qualidade e padrões internacionais

Medicamentos importados muitas vezes são submetidos a rigorosos padrões de qualidade e segurança em seus países de origem. Agências como a FDA e a EMA possuem mecanismos robustos de avaliação, o que pode oferecer mais confiança na eficácia e no perfil de segurança dos remédios adquiridos internacionalmente. No entanto, isso não elimina a necessidade de cumprir a legislação sanitária brasileira.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exige que a importação atenda aos seus requisitos para garantir a segurança do paciente e a conformidade regulatória, e esse processo envolve a apresentação de receita médica e documentação.

Personalização terapêutica

Outra vantagem é a expansão do leque de opções terapêuticas disponíveis para os profissionais de saúde. Com um maior número de moléculas e formulações à disposição, médicos podem personalizar ainda mais o tratamento, escolhendo drogas que atendam melhor às necessidades individuais de cada paciente, sendo muito importante em áreas como oncologia, imunoterapia e distúrbios genéticos raros. Com mais opções terapêuticas à disposição, médicos e pacientes passam a contar com alternativas que podem melhorar os resultados do tratamento.

Ainda existem desafios a considerar

Apesar dos benefícios, o uso de medicamentos importados não está isento de desafios. Custos mais elevados, trâmites burocráticos complexos e logística internacional podem representar barreiras tanto para pacientes quanto para seus familiares. A necessidade de traduzir documentos, obter autorizações regulatórias e cumprir as normas de transporte com controle de temperatura são alguns dos entraves mais citados por especialistas no setor.

No entanto, existem empresas que atuam nesse segmento, como a Pharmaimports, exercendo o papel de intermediar o acesso a medicamentos importados. Pelo serviço de assessoria, é mais fácil importar medicamentos especiais e oncológicos, atendendo tanto pessoas físicas quanto jurídicas de todo o Brasil. Esse acompanhamento inclui elaboração de orçamento com base na receita médica e dosagem prescrita, envio dos documentos necessários e monitoramento do transporte, além de agilizar os prazos de entrega e contar com parcerias logísticas especializadas.

No entanto, nem todos os medicamentos de interesse podem ser importados. Isso porque a legislação brasileira estabelece critérios rigorosos para substâncias controladas, e a importação de medicamentos sem registro na Anvisa depende de casos excepcionais.