Consumo no setor de casa e móveis cresce 51,89% entre fevereiro de 2020 e 2021, segundo relatório

loja de móveis para bebê

Segmento ficou na quarta posição do ranking nacional entre os que mais evoluíram nos 12 meses de pandemia no Brasil

Em apenas um ano, o mundo se transformou. Mudanças de hábitos, rotinas, protocolos e na forma das pessoas comprarem. E, diante de todas as restrições e impactos causados pela pandemia da Covid-19, o consumidor não deixou de adquirir produtos e serviços pela internet. Assim, o comércio eletrônico dobrou sua participação no varejo brasileiro, e o setor de casa e móveis ficou entre os cinco segmentos que mais cresceram no período, segundo o relatório “E-commerce no Brasil”, da Conversion.

Em 12 meses, de fevereiro de 2020 a 2021, o consumo de móveis e utensílios para casa teve um salto de 51,89%, ficando na quarta posição do ranking das maiores evoluções em vendas. Em primeiro lugar, ficou o setor de Farmácia & Saúde (85,70%), seguido por Pet (78,29%) e Comidas & Bebidas (53,37%). Completando o top 5, os importados tiveram alta de 51,43%. Somente no segundo mês deste ano, esses cinco segmentos somaram 14% do total de 1,49 bilhão de acessos no e-commerce brasileiro.

O que motivou esse crescimento?

A pandemia foi a grande responsável por esses números. Isso porque o fechamento do comércio físico acelerou um processo de digitalização já previsto por muitas empresas. Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), 70% dos micros e pequenos negócios migraram para a internet visando aumentar suas vendas. Junto a isso, a disponibilização do auxílio emergencial do governo deu poder de compra para a população e garantiu que o varejo brasileiro fechasse 2020 com alta de 1,2%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mais do que isso, o hábito do brasileiro de comprar on-line parece ter vindo para ficar, e muitas pesquisas indicam que as pessoas pretendem dar continuidade a essa modalidade de consumo, mesmo com o fim do distanciamento social. O resultado dessa mudança de comportamento foi a consolidação de vendas de produtos de higiene, limpeza, alimentação, móveis e acessórios para o lar.

O mercado de móveis no Brasil

Costumeiramente aquecido, principalmente no segundo semestre, visando à produção de pedidos de fim de ano, o setor de móveis e de artigos para casa foi um dos destaques em 2020. Tendo mais tempo para ficar em suas residências, as pessoas passaram a olhar mais para o próprio lar, investindo em obras e reformas que antes não saíam do papel, bem como na renovação mobiliária para mudar o ambiente e na compra de móveis diferenciados, como móveis para bebê.

O período que marca o primeiro ano completo de pandemia no Brasil registrou nesse segmento o quarto maior crescimento em todo o varejo nacional. Se considerados apenas os números de fevereiro de 2021, o setor contabilizou mais de 57,4 milhões de acessos nos principais sites do país, ficando em sétimo lugar, atrás do Varejo, Importados, Moda & Acessórios, Educação, Livros & Papelaria, Eletrônicos & Eletrodomésticos e Turismo.

Subcategorias do segmento moveleiro que vem ganhando força em vendas e contribuindo diretamente para o sucesso do setor nos últimos anos, como as lojas de móveis para bebê. Com cada vez mais tecnologia, qualidade e demanda, marcas e estabelecimentos (físicos e virtuais) vêm expandindo e apresentando soluções inovadoras para móveis de bebê, trazendo ao mercado produtos como berço funcional, kit berço, cama para bebê e uma série de acessórios para pais e mães.